Destaque de Setembro - Brenda D. Walravens
- Marcelo Vinagre
- 10 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Brenda D. Walravens
"Respeitar os sinais e limite do nosso corpo é mais importante que qualquer medalha''

Quando meu marido fez 30 anos, dois anos atrás, ele fez uma festa que foi 100% a cara dele. Uns dias depois, me peguei pensando como eu gostaria de comemorar os meus 30 anos. O que seria "muito a minha cara".
E foi naquela semana que decidi que queria correr a minha primeira maratona para comemorar o marco dos 30 anos.
O primeiro passo foi ir atrás de uma assessoria esportiva que pudesse me dar todo o suporte técnico e dividir as experiências e sabedorias. Foi assim que encontrei a RD Saude&Performance.
Conversei com o Rodrigo e alinhamos que iriamos construir uma base forte, fazer varias meias maratonas, até entrar, efetivamente, nos treinos para a maratona.
Escolhi a Maratona de Amsterdã, que seria em Outubro de 2024. Perto do meu aniversario de 30 anos, e ainda por cima no país de origem da minha família. Poderia comemorar também com meus tios e primos que moram lá.
E assim foi... 2023 de muitos treinos e muitas meias maratonas. Pra 2024 decidimos por fazer a Meia Maratona do Rio, e logo na sequencia começar o ciclo pra maratona.
Eu estava muito ansiosa. E organizada e controladora que sou, pedi pro Rodrigo me passar uma previa de como seria todo o ciclo, os volumes semanais, pra que eu pudesse visualizar e tentar baixar a ansiedade.
Na quarta semana (de uma ciclo de 18 semanas) comecei a sentir uma dor no joelho. Apesar de fazer fortalecimento 3x na semana, e fisioterapia preventiva 1x por semana, senti uma dor estranha.
Tomei antiinflamatório e tentei voltar aos treinos. A dor seguia. Passei no ortopedista, fizemos uma ressonância, e descobrimos uma inflamação no tendão da patela. Mais anti-inflamatório. Duas semanas depois, a dor parecia ter melhorado, mas comecei a sentir uma dor diferente, no mesmo joelho. Volta no ortopedista. Síndrome da banda iliotibial. Muita fisio, muitos exercícios, muito gelo, mais antiflamatorio. Dor persistiu.
E nessa rotina de fisioterapia, exercícios, solturas, gelo e ortopedista, eu segui por 8 semanas.
Faltando 30 dias pra prova, com passagens aéreas, hotéis, roteiro, e tudo o mais organizado, tomei a difícil decisão de não correr a minha tão sonhada primeira maratona.
Foram vários dias de muita reflexão e ponderação. Metade de mim queria ir e correr de qualquer jeito, dizia que "iria conquistar essa medalha nem que me rastejasse". A outra metade sabia que seria um sofrimento imenso, além do risco de piorar a lesão ou desenvolver novas.
Eu levo a corrida muito á serio, pois a performance me faz vibrar. Correr mais e melhor, a sensação de superação e vitoria, me movem. Mas foi preciso lembrar que a corrida é apenas um hobbie e que respeitar os sinais e limites do nosso corpo é mais importante do que qualquer medalha!





Comentários